Tecnologia & Ciência

Swift entra na reta final da missão antes de reentrada prevista para 2026

NASA voltou a operar os telescópios do observatório espacial para aproveitar seus últimos períodos de observação em órbita

A NASA reativou os telescópios do observatório espacial Swift para uma etapa final de observações. A missão será encerrada com a reentrada do equipamento na atmosfera terrestre, prevista para ocorrer até o fim de 2026. Não haverá uma operação de resgate do observatório.

Enquanto permanecer em condições de funcionamento, o Swift poderá continuar registrando fenômenos cósmicos de alta energia. Esses dados são úteis para astrônomos porque ajudam a observar acontecimentos muito rápidos e distantes, que não podem ser estudados facilmente por telescópios instalados na superfície da Terra.

O que é o Swift?

O Swift é um observatório espacial criado para detectar explosões de raios gama, clarões extremamente energéticos que ocorrem em diferentes regiões do Universo. Esses eventos podem durar pouco tempo, mas produzem sinais que viajam por grandes distâncias até chegar aos instrumentos científicos.

Além de identificar esses clarões, o observatório acompanha a radiação emitida depois da explosão. Para isso, utiliza instrumentos que observam diferentes faixas do espectro eletromagnético, incluindo raios gama, raios X e luz ultravioleta.

Por que o observatório vai reentrar?

Satélites em órbita podem perder altitude gradualmente. Mesmo em regiões muito acima da superfície, ainda existem partículas da atmosfera. A resistência provocada por esse material reduz, pouco a pouco, a energia orbital do equipamento.

Quando a altitude diminui, a resistência atmosférica aumenta. O objeto então começa a descer mais rapidamente e entra nas camadas densas da atmosfera. Nesse processo, o aquecimento é intenso e pode destruir grande parte da estrutura.

O valor das últimas observações

A reativação dos telescópios permite aproveitar o período restante da missão para coletar novos registros. Cada observação pode contribuir para o estudo de explosões estelares, objetos compactos e outros fenômenos violentos, além de ajudar os pesquisadores a comparar eventos observados em momentos diferentes.

O encerramento do Swift marca o fim de uma etapa importante na observação espacial de eventos breves. Até a reentrada prevista para 2026, o observatório ainda poderá produzir dados científicos e ampliar o conhecimento sobre as fontes mais energéticas do Universo.

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