Tecnologia & Ciência

Missão MMX pretende trazer amostras de Fobos à Terra por volta de 2031

Projeto da agência espacial japonesa JAXA vai pousar na lua de Marte para coletar material e investigar possíveis pistas sobre a origem da vida.

A missão japonesa Martian Moons eXploration (MMX), da JAXA, foi concebida para estudar Fobos e Deimos e trazer à Terra uma amostra de Fobos. A NASA participa com o espectrômetro MEGANE, que medirá nêutrons e raios gama emitidos pela superfície para estimar sua composição elementar.

A origem das duas luas ainda é uma questão aberta. Elas podem ser asteroides capturados pela gravidade marciana ou fragmentos produzidos por uma colisão antiga. Imagens e medições orbitais ajudam, mas uma amostra analisada em laboratórios terrestres oferece outra escala de precisão: isótopos, minerais e compostos orgânicos podem ser medidos com técnicas que não cabem em uma sonda.

O plano inclui observações de Deimos, órbita de Fobos, pouso e coleta de material. A NASA informa lançamento previsto para 2026; documentos técnicos da missão indicam retorno em 2031 e meta superior a dez gramas. Datas e quantidades são planejamento, não resultados garantidos: lançamentos, navegação e operações de superfície podem ser alterados.

Controle de contaminação é central. A cápsula precisa preservar a amostra e, ao mesmo tempo, impedir que material terrestre seja confundido com sinal marciano. A equipe prevê limpeza, purga com nitrogênio, testemunhos de materiais e uma cadeia de custódia até a curadoria.

Mesmo que Fobos seja um asteroide capturado, a missão não resolverá sozinha a formação de todo o sistema marciano. A interpretação dependerá de comparar a amostra com meteoritos, dados de Marte e modelos de dinâmica orbital. O resultado mais valioso poderá ser justamente restringir hipóteses que hoje parecem igualmente plausíveis.

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