O destino do Sol é estimado a partir de modelos de evolução estelar e de observações de estrelas em diferentes idades. Como uma única estrela não pode ser acompanhada por bilhões de anos, astrônomos usam “instantâneos” de estrelas semelhantes para reconstruir as etapas: expansão em gigante vermelha, perda das camadas externas e formação de uma anã branca.
O Sol não tem massa suficiente para explodir como supernova. Em cerca de cinco bilhões de anos, deverá deixar a sequência principal, aumentar de tamanho e alterar profundamente o ambiente dos planetas internos. Depois, o núcleo remanescente ficará exposto e esfriará lentamente. A previsão é probabilística e depende de massa, composição e taxas de perda de massa usadas nos modelos.
O telescópio espacial James Webb e observatórios terrestres observam poeira e gás em nebulosas planetárias, fases curtas que funcionam como testes dos modelos. A luz emitida permite medir composição e velocidade do material, mas cada nebulosa tem história própria; não é uma fotografia literal do futuro do nosso sistema.
Outro limite é a escala de tempo. A posição atual dos planetas pode mudar por interações gravitacionais antes da fase de gigante vermelha. Estudos de dinâmica calculam cenários, não uma trajetória única. A Terra também poderá perder condições de habitabilidade muito antes, com o aumento gradual da luminosidade solar.
Assim, “projetar” o fim do Sol significa combinar física estelar, observações e simulações. O resultado robusto é a sequência geral de evolução; detalhes como a aparência exata da nebulosa, a distância final dos planetas e a sobrevivência de corpos menores permanecem incertos.
