Tecnologia & Ciência

Sites falsos usam cobranças de pedágio eletrônico para desviar pagamentos via Pix

Fraude explora a expansão do free flow e leva motoristas a páginas que imitam canais de concessionárias

Motoristas que utilizam rodovias com free flow passaram a ser alvo de uma rede de páginas falsas. De acordo com reportagem do Olhar Digital, cerca de 480 sites simulam cobranças de pedágio eletrônico e tentam induzir usuários a pagar por Pix.

O free flow é um modelo de pedágio sem cabines. Pórticos instalados na rodovia fazem a leitura da placa ou de uma etiqueta eletrônica do veículo. A cobrança é encaminhada ao canal responsável pelo trecho, que pode oferecer diferentes formas de pagamento.

Como a fraude tenta enganar

As páginas criminosas reproduzem a aparência de serviços ligados a concessionárias e apresentam uma suposta dívida de pedágio. Em seguida, exibem um botão ou código para pagamento instantâneo. O motorista que segue esse caminho pode transferir o dinheiro para uma conta que não pertence à empresa responsável pela rodovia.

O risco aumenta quando a pessoa acessa o endereço por meio de anúncio, mensagem de texto, aplicativo de conversa ou publicação em rede social. Elementos como logotipos, cores semelhantes e linguagem de urgência podem criar uma aparência de legitimidade, mas não substituem a consulta em um canal oficial.

Como verificar uma cobrança

  • Digite diretamente no navegador o endereço da concessionária responsável pelo trecho ou use um aplicativo oficial.
  • Evite links recebidos por SMS, e-mail, redes sociais ou aplicativos de mensagem.
  • Antes de confirmar o Pix, confira o nome do recebedor, o valor e a instituição que receberá o dinheiro.
  • Desconfie de ameaças de bloqueio, multas imediatas ou descontos condicionados a um pagamento urgente.
  • Não forneça CPF, placa, senhas ou dados bancários em páginas desconhecidas.

O que fazer após um pagamento suspeito

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos administrado pelo Banco Central, permite transferências rápidas. Se o dinheiro for enviado a um destinatário indevido, o motorista deve procurar imediatamente o banco pelos canais oficiais e solicitar orientação sobre a contestação da transação.

Também é importante guardar o comprovante, o endereço da página, as mensagens recebidas e as imagens da tela. O registro de ocorrência pode ajudar na documentação do caso. A medida mais segura é consultar a cobrança começando pelo canal oficial da concessionária, e não pelo link que chegou ao celular.

Fontes e transparência

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